Manifesto

Manifesto da Liga Democrática Liberal – LIGA

O castigo para aquele que não se envolve em política é de ser governado por seus inferiores.

Platão (428 a.c. – 347 a.c.)

NÓS, O POVO”, este é o preâmbulo que inicia a Constituição dos Estados Unidos da América, já indicando que a Carta Magna Americana representa a vontade soberana do povo, dando as diretrizes mestras que norteiam até os dias atuais a grande nação democrática da América do Norte, um governo “do povo, pelo povo e para o povo”, como assim descreveu Abraham Lincoln em seu mais célebre discurso em Gettysburg, na fase final da Guerra Civil Americana.

Um grande diferencial do povo Americano em relação aos seus pares nas demais nações do Continente Americano é a grande consciência de seu povo para com a importância da participação política que os cidadãos devem ter para com o futuro de seu país, isso inclui lutar por seus direitos, exigir seriedade e compostura de seus representantes políticos e exigir ainda mais do que isto, incluindo também a idoneidade, dos membros do poder judiciário.

Em verdade, os Founding Fathers (Pais Fundadores) dos Estados Unidos, inspirados nos Dois Tratados sobre o Governo, de John Locke, versando sobre Contrato Social entre governo e sociedade e na garantia dos direitos básicos à vida, à liberdade e à propriedade, previram um sistema de governos tripartite (Executivo, Legislativo e Judiciário) conforme predito por Montesquieu, com sistemas de pesos e contrapesos inspirados nos tratados do Greco-Romano Polybius durante a Roma Republicana Antiga, que foram aperfeiçoados durante os já dois séculos de existência dos EUA e se tornaram referência para todas as demais nações do mundo ocidental.

Todo homem deve ser um soldado. Assim era com os gregos e romanos e assim deveria ser em todo Estado livre.

Thomas Jefferson (1743 – 1826)

Isto foi possível apenas graças aos EUA contarem em seu nascedouro com grandes homens de visão, cidadãos oriundos do povo, admiradores da Grécia e da Roma Republicana Antiga, que souberam adaptar os conceitos clássicos de vida, liberdade, igualdade e propriedade com os valores da Common Law (Lei Comum) que herdaram de seu passado colonial Inglês.

Eu prefiro uma liberdade perigosa à paz da escravidão.

Thomas Jefferson (1743 – 1826)

Seguindo o conselho deixado por Platão, os Americanos se envolveram em política desde seu nascimento colonial e foram soldados, verdadeiros Filhos da Liberdade, quando assim se fez necessário, para se insurgirem contra a tirania, quando homens inferiores os tentaram escravizar.

Pouco mais é necessário para erguer um Estado, da mais primitiva barbárie até o mais alto grau de opulência, além de paz, de baixos impostos e de boa administração da justiça: todo o resto corre por conta do curso natural das coisas.

Adam Smith (1723 – 1790)

Porém, não foi apenas de guerras e lutas que os Estados Unidos se fizeram, pois desde o início o espírito do direito à vida, da liberdade individual, do livre arbítrio e do livre empreendedorismo se fez presente na alma de seus cidadãos. Isto aliado aos impostos e taxas justas, instituídas pelo governo democrático, e que não sufocam o povo, mas garantem o necessário para as importantes atividades regulatórias que se espera sejam desempenhadas pelo Estado controlado pela vontade do povo, pois somente assim os frutos do suor dos seus próprios rostos, de seus trabalhos árduos e dedicados, valerão apena e permitirão o progresso social e econômico de todos os cidadãos.

Infelizmente, ao contrário do que ocorreu com EUA, no Brasil, desde o seu nascimento colonial até os dias atuais, os cidadãos sempre foram vitimas da mão invisível, mas poderosa e opressora do Estado Babá e Paternalista, inicialmente do Estado Português até a nossa “independência” e, a partir desta, pelo próprio Estado Brasileiro até os dias atuais. Não há diretrizes mestras ditadas pelo povo, mas sim meretrizes mestras escarradas por nossos pretensos governantes que, apesar de democraticamente eleitos em alguns momentos de nossa turbulenta história, apenas se preocupam com as suas próprias reeleições ou seus cargos privilegiados, que não conseguem deixar de se portarem como políticos para passar a se portarem como estadistas após as eleições; que ano após ano, década após década, não cassam de nos castrar em nossas liberdades individuais, em nosso direito de livre-arbítrio e em nosso livre empreendedorismo, além de se apropriarem de nosso dinheiro com impostos cada vez mais altos e inclementes que fariam o Imposto do Quinto da época dos Inconfidentes Mineiros parecer mera esmola para mendigo na porta da igreja.

Para piorar ainda mais a nossa situação atual, nos últimos 22 anos os sucessivos governos de esquerda que se alternam no poder cuidam de, silenciosamente, implantar um sistema de opressão e revogação das liberdades individuais dos cidadãos sob o pomposo rótulo da defesa dos Direitos Humanos ou, que seja, Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) em suas mais diversas versões, e que possuem como metas subjetivas principais: Policiamento da Linguagem Falada e Escrita e dos Costumes Tradicionais, Fim do Conceito de Família Tradicional, Fim do Pátrio-Poder dos Pais sobre seus Filhos com a intromissão ideológica do Estado, Subversão Ideológico-Partidária e Ideologia de Gênero pregados nas escolas desde tenra idade, Desarmamento da População Civil, Revisionismo Histórico sob a ótica esquerdista, Cotas e Privilégios sob o argumento de “Compensações Históricas”, Enfraquecimento das Forças-Armadas e Dissolução e “Federalização” das Polícias Estaduais (principalmente das Polícias Militares), Fomentação do Ódio entre Classes, Raças e Gêneros, Políticas de Confisco de Terras no Meio Rural sob a desculpa de “Demarcações de Terras Indígenas e Quilombolas” e, por fim, Incentivo à Desagregação Social como prenúncio para uma etapa de Conturbação e Conflagração Revolucionária tanto nas Zonas Urbanas como nas Zonas Rurais.

O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.

Margareth Thatcher (1925 – 2013)

De forma infeliz, o conceito de Direitos Humanos foi sequestrado pelas esquerdas e deturpado até a alma ao ponto de ser pejorativamente chamado de “Direito dos Manos”, numa alusão ao fato de que para as esquerdas existem dois tipos de indivíduos: 1º) Aqueles de “pedigree” que se tornam “bandeiras” para serem desfraldadas e carregadas, assim como os ditos “Mártires do Hamas”, para serem usadas como pautas de reivindicações das mais diversas; 2º) O resto, que não se enquadra na categoria anterior, e que deve ser tratado com pária e relegado ao esquecimento e sem nenhum direito adicional, principalmente nenhum Direito Humano.

Aos grupos ditos “historicamente prejudicados”, a esquerda concede uma série de privilégios com o dinheiro publico e alheio, porém a história mostra sabiamente que fazer bondades com o dinheiro dos outros é uma política “social” que se encerra quando as fontes de recursos monetários, públicos ou privados, chegam ao seu final, e invariavelmente isto, cedo ou tarde, sempre ocorre. E, quando isto ocorre, inevitavelmente as esquerdas rapidamente elegem os seus inimigos internos e externos, os conspiradores reacionários de direita aliados dos EUA, querendo buscar bodes-expiatórios para justificar a falência do modelo de paraíso na Terra que elas tanto defenderam e que se mostrou insustentável no final. Daí para a Ditadura do Proletariado (ou seja, o governo dos Amigos, Irmãos e Lideres), é apenas um passo!

As ideologias de esquerda representadas por movimentos como o Socialismo, o Comunismo Marxista-Leninista, o Nazismo, o Fascismo (estes dois últimos rotulados como “de direita” de forma propositalmente errônea), o Populismo, o Progressismo, o Bolivarianismo, e todas as nuances destes, não passam de cabeças da mesma Hidra de Lerna que tem como corpo o Coletivismo, a ideia de que a propriedade privada e as liberdades individuais dos cidadãos devem ser abolidas em prol de uma utópica sociedade perfeita do futuro, onde o Leviatã, representado pelo Estado, cuidará de todos. Em busca desta “sociedade perfeita”, as ideologias de esquerda, à ferro e fogo, esmagaram e ceifaram a vida de mais de 100 milhões de almas, quer estas tenham feito oposição ou não àquelas, apenas durante o século XX.

Os homens não podem melhorar a sociedade ateando-lhe fogo: eles devem buscar suas antigas virtudes e trazê-las de volta para luz.

Russell Kirk (1918 – 1994)

Em contraponto, as modernas democracias liberais clássicas-conservadoras, surgidas no ocidente, seguindo o modelo capitalista proposto por Adam Smith, foram o eixo para o grande progresso social e humano ocorrido nos dois últimos séculos. Somente graças aos avanços na produção em massa foi possível o barateamento dos produtos antes considerados como “artigos de luxo” para torna-los acessíveis ao público em geral, somente o desenvolvimento do agronegócio nestas democracias permitiu a maior eficiência da área plantada das lavouras e da criação extensiva de gado com a expansão da produção alimentícia no mundo com menor agressão ao meio ambiente, somente a liberdade existente nestas democracias permitiu a livre troca de ideias e o progresso da ciência, somente o respeito à propriedade privada nestas democracias permitiu a segurança jurídica necessária para que os cidadãos libertassem todo o seu espírito de empreendedorismo, foi nestas democracias que surgiu o conceito dos direitos para todos os seres humanos e foram estas democracias que salvaram a humanidade do Nazifascismo e do Comunismo no passado e a salvam no presente ante a escravidão e o terror representado pelas forças do islã fundamentalista e extremista.

E foi também nestas modernas democracias liberais clássicas-conservadoras que nasceu a Política da Prudência, que é uma antítese às políticas fomentadas pela retórica ideológica tanto à esquerda como à direita do espectro político, porque o movimento conservador não é uma ideologia, mas é um muro que impede a ideologização daqueles que seguem o seu princípio, através de exemplos de pessoas e ações focadas na prudência, pois o conservador não é um revolucionário que busca criar o Paraíso na Terra, mas um ser que procura cuidar das heranças de seus ancestrais e fazer uso delas da melhor maneira possível de forma a fomentar as boas relações entre os homens.

Em oposição a tudo o que as modernas democracias liberais clássicas-conservadoras criaram, os movimentos revolucionários de esquerda procuram de toda forma destruir tudo aquilo que consideram como “produtos da sociedade capitalista e decadente”, lógico sem abrir mão dos confortos modernos proporcionados pelo capitalismo, e em sua sanha destruidora passam a apoiar quaisquer grupos ou países que eles considerem os grandes heróis combatentes dos males da humanidade, em especial contra o “grande satã Americano” e o “grande satã de Israelense”.

Em resumo, apoiam grupos ou regimes ditatoriais que não hesitam em cometer assassinatos, massacres e genocídios, e que, curiosamente, matariam os membros desses mesmos movimentos revolucionários de esquerda se os mesmos vivessem nos países governados por esses grupos ou regimes ditatoriais.

Se os palestinos baixarem as armas, haverá paz. Se os israelenses baixarem as armas, não haverá mais Israel.

Golda Meir (1898 – 1978)

Neste contexto, o Estado de Israel se posiciona como a ponta de lança em defesa dos valores da civilização ocidental e judaico-cristã, uma luz frente ao obscurantismo do islã fundamentalista e extremista. Defesa esta que desperta a irá dos movimentos e da mídia de esquerda, que fazem uma campanha difamatória global contra Israel quando este revida aos ataques covardes, perpetrados por terroristas islâmicos, contra o povo judeu, sob o argumento de desproporcionalidade de forças, mas se calam ou, em muitos casos, até comemoram tais ataques afirmando que os habitantes de Israel fizeram por merecer o sofrimento que lhes é afligido pelo terror extremista islâmico.

Simplesmente aquilo que os movimentos de esquerda e a mídia esquerdista ocidental desejam, sob o rótulo de “caminho para a paz”, é a rendição de Israel, o desarmamento unilateral de sua população e o seu consequente extermínio, pois se um dia Israel abrir mão de suas armas, o povo judeu será exterminado pelos países hostis que o cercam.

Israel não é o que está errado no Oriente Médio. Israel é o que está certo no Oriente Médio.

Benjamin Netanyahu (1949 – )

É necessário que os povos do ocidente entendam que nunca existiu uma “Primavera Árabe”, que foi apenas um slogan, fruto uma propaganda criada pela mídia esquerdista ocidental; que não existem democracias “iliberais” árabes; e que a única democracia que existe no Oriente Médio é Israel, o único país daquela região onde até mesmo a população árabe-israelense é tratada com os mesmos direitos dos israelenses de origem judaica, assim como ocorre com todas as vertentes do cristianismo que habitam em Israel, sendo que Israel é o país daquela região que mais contribui nos dias atuais para o desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade e que é o país que mais possui cientistas laureados com prêmios Nobel. Em suma, o que está errado no Oriente Médio não é o Estado de Israel!

Quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades.

Benjamin Franklin (1706 – 1790)

Uma das peças-chaves garantidoras da existência e da liberdade de Israel, assim como acontece nos Estados Unidos e na Suíça, é a liberdade e o direito que seus cidadãos possuem para ter e portar armas. Para os Americanos isto é ainda mais sagrado, pois foi através das armas que seus antepassados conquistaram a liberdade.

Para o cidadão Americano, o conceito das armas representarem a liberdade vem desde a época de sua independência, assim como as consideram como a força garantidora de todos os demais direitos que possuem, inclusive um dos mais universais deles depois do direito à vida, a liberdade de expressão, por isto não é de se espantar que a 2ª Emenda que lhes permite a posse e o porte livre de armas vem logo depois da 1ª Emenda.

No Brasil, infelizmente, desde os tempos coloniais o direito à posse e ao porte de armas pelos cidadãos vem sendo sistematicamente perseguido, passando pela Ditadura Vargas e pelo R-105, e culminando com a mais malévola de todas as restrições impostas aos cidadãos de bem, o infame Estatuto do Desarmamento.

Um episódio singular da História Brasileira mostra que em termos de política desarmamentista o Brasil já beira até o ridículo, quando, em 1930, Lampião, o Rei do Cangaço, chegando à cidade de Umbuzeiro e confundindo o Sr. José Batista com o Major Juarez Távora, comandante das forças nordestinas apoiadoras do ditador Getúlio Vargas, cumprimentou a este pela “bondosa colaboração” que lhe foi prestada ao desarmar a população sertaneja do Nordeste Brasileiro.

Isto salta ainda mais os olhos se lembrarmos de que, em 1927, Lampião e seus cangaceiros foram rechaçados e expulsos quando tentavam invadir a cidade de Mossoró, da qual fugiram sob uma chuva de balas para nunca mais voltarem lá. Os marginais que nos dias de hoje explodem bancos nas cidades do interior do Brasil, armados com fuzis de assalto de alto calibre, com certeza iriam cumprimentar os responsáveis pelo Estatuto do Desarmamento, que desarmou todas as pessoas de bem dessas pequenas cidades do interior, enfraquecendo até mesmo as forças policiais.

As armas de fogo estão em apenas em segundo lugar importância na Constituição; são os dentes da liberdade do povo. Um povo livre precisa estar armado.

George Washington (1732 – 1799)

Ao contrário do que os intelectuais de esquerda, as ONGs desarmamentistas e a mídia esquerdista de um modo geral tentam nos fazer crer, um povo armado é um povo educado e seguro. Mais armas nas mãos dos cidadãos de bem representam menos crimes e uma sociedade mais segura e o exemplo dos EUA, onde a posse e o porte foram cada vez mais liberados, com reduções nas taxas de crimes nos dias atuais à níveis experimentados nos anos 60 do século passado provam o quão falacioso é o Canto da Sereia do Desarmamento Civil.

A LIGA DEMOCRÁTICA LIBERAL – LIGA faz aqui seu juramento de defender os ideais da civilização ocidental e judaico-cristã, na defesa da democracia liberal clássico-conservadora ocidental, na defesa das liberdades individuais e do direito à vida e à propriedade, na defesa das tradições brasileiras e da família tradicional, e na defesa perpétua a liberdade de expressão e do direito à posse e ao porte de armas pelos cidadãos de bem, na redução do Estado e no fim de sua intromissão na vida dos cidadãos e do combate perpétuo e sem descanso de todas as ideologias coletivistas, totalitaristas e extremistas que ameacem à pátria brasileira.

Marcelo Santos Machado

Presidente Nacional da LIGA / Presidente do Conselho de Fundadores